Sobre

Quem sou eu…

 

Minha mãe, eu e meus irmãos Liceo e Leo

Nasci em uma pequena casinha de chão, muito longe da capital e cresci – pés descalços – andando pela mata, subindo em árvores, caminhando pelos riachos e comendo frutos nativos ao lado dos animais silvestres.

Estudar várias coisas, por muitos anos, não mudou minha essência, apenas me ajudou a perceber melhor a minha relação com o universo.
Sinto que preciso voltar…

Como me tornei um observador de aves

Aos 17 anos deixei a “minha terra” e vim para São Leopoldo estudar Geologia. Estudei ainda Engenharia, Gestão e Letras, o que serviu, principalmente, para entender melhor a minha relação com o universo.
Fiz minha carreira no setor Metal Mecânico onde atuei em grandes multinacionais e, nos últimos anos, como empresário da mesma área.
Na época, próximo aos sessenta anos, passei a me questionar sobre o sentido da vida. Esses questionamentos levaram ao despertar do “menino das matas”, que estava adormecido em mim.

Percorrendo trilhas

Rincão do Inferno 2015 – Uma das minhas primeiras trilhas

Buscando respostas retomei o contato com a natureza fazendo trilhas, percorrendo os lugares mais inusitados em busca de novidades como costumava fazer quando criança.
Percorri trilhas pelas matas, pelos cânions e pelo pampa gaúcho, caminhei pelo Atacama chegando ao topo do vulcão mais ativo da região.


Nem mesmo a um passo da cratera do vulcão mais ativo do Atacama, a 5.592 metros de altitude encontrei a resposta que procurava, porém, diante de tamanha imensidão, percebi o quanto eu era pequeno. Neste momento também percebi que, apesar de tão pequeno, sou parte deste universo e também posso torna-lo melhor (ou pior) (especialmente para mim), dependendo das minhas atitudes.

Vulcão Lascar – Momento de Epifania

Cânion Fortaleza – Deslumbramento

Em determinado momento, as trilhas não satisfaziam minha necessidade de conquistar e descobrir porque, em quase todos os lugares, elas já estavam traçadas, tampouco era possível caçar ou colecionar elementos da natureza, da forma convencional como eu costumava fazer quando criança.

 

Arraial d’Ajuda – BA 2018 – Voando sobre praia

Como os Pássaros
Decidi então voar como os pássaros e, pilotando um paraglider, voei sobre vales, praias, desertos e cidades. Em pouco tempo, as novidades também se esgotaram e, novamente, voltei às trilhas, cada vez mais, procurando lugares menos explorados.

Iquique – Chile – 2018 – Voando sobre desertos e cidades

 

O deslumbrante mundo das aves
Num dia em que caminhava sozinho por trilhas desertas próximo ao mar avistei, à beira de um lago, um “pássaro diferente” que não me parecia ter visto antes.
Que pássaro seria aquele? De onde vinha? seria nativo deste lugar?
Voltando para a pousada, com a imagem mental do pássaro, comecei uma nova busca. Queria descobrir de que pássaro se tratava. Pesquisei na internet até que, mesmo sem uma técnica ou o mínimo de conhecimento, cheguei ao Wikiaves e consegui identificar a espécie. 

maria-faceira (Syrigma sibilatrix) – a primeira ave que eu “vi”

BUUUUUM!!!
Nunca mais parei.
Criei um perfil no Wikiaves (onde é muito fácil catalogar as espécies pessoais, organizar e arquivar os registros, pesquisar espécies por região, fazer listas regionais de espécies filtrando as que ainda não observei etc);

Atualmente com 1.104 espécies, minha meta é, no ano de 2025 atingir 1.300 espécies, permanecendo entre os 100 observadores de aves com mais espécies registradas no Brasil.